segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Reflexões ( escrito por minha mãe)


Quando empreendemos a viagem dentro de nós mesmos muitas vezes nos surpreendemos em saber que guardamos tantos sentimentos e ressentimentos, tão bem guardados estão que nem nós descobrimos a não ser que deixemos um tempo para nos apresentar-mos a eles ... Alguns degradantes que prefirimos mantê-los adormecidos. Outros bonitos e que nem são manifestados por causa das circustancias do dia a dia. Outros maléficos a nós e a outras pessoas. Alguns fora de cogitação.
Então somos seres que conseguem dominar-se. pois se guardamos tantas coisas dentro de nós, que sabemos não podem ser liberadas, faladas, e estamos selecionando quem queremos ser e quais os sentimentos queremos que aflorem, selecionamos, extrapolamos muitas vezes. Deixamos vazar algumas atitudes irracionais que guardávamos bem no fundo de nosso baú trancado pela inconsciência da mente.
Guardamos conflitos de infância, cicatrizes de relacionamentos, experiências boas e más, que ao mínimo sinal de repetição todos os nossos sentidos nos avisam e sinalizam que já não podemos errar no mesmo lugar.
Onde não erraríamos novamente?
Por que precisamos nos desgastar tanto para perceber que algumas atitudes estão diminuindo nossa sensibilidade de perceber, sentir e mudar.
Por que é tão dificil simplesmente fazer o que sabemos ser o correto?
Por que muitas vezes percebemos tarde demais que já fizemos o que estávamos determinados a não fazer, falar e pensar.
Nesse espaço qua há segundos era branco, agora tem um documento de sentimentos tão sinceros e profundos ... Este espaço a pouco estava escrito e fora apagado... Sentimentos tão verdadeiros e sinceros que nunca serão conhecidos, a menos que se queira, espaços, sentimentos, lacunas, vidas, mortes.... Em que ponto estarei da eternidade?
Quantos passos faltam para ser trilhados para encontrar-te?.... Fortalece-me Senhor!
Para que eu não precise andar quarenta anos no deserto de meus pecados, mas que eu possa reconhecer-te imediatamente quando nos encontrar-mos...

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